sexta-feira, 17 de janeiro de 2020


Amo as lágrimas salgadas
Desprendidas da minha alma
São a fonte do vazio
que me mata lentamente…

Não sou viva nem morta,
não estou aqui nem aí,
afundo-me numa dor inexistente
sem físico nem ar…

Quando sorrio, não sou eu…
São lágrimas cansadas que
Adormecem profundamente,
E fica o que vêm de um corpo terreno …

Nunca fui daqui nem dali
Não me encontro em nenhum dos dois
Fui de todos e de ninguém
Nunca fui de mim…

Neste cansaço, cada vez mais cansaço
Amo as lágrimas salgadas e…
No entardecer da tristeza
Deixo-me morrer na solidão…

Diana Barbosa 17/01/2020





2 comentários:

  1. Poema triste! Carregado de dor e vazio de alma onde a companhia para a solidão são as lágrimas enxugadas pela tua mão 😥🌹

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    1. A perfeita interpretação... Muito difícil...
      Grata Carlos 😘

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